Acadêmica do Curso de Direito Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade - FDB Bolsista do PET MEC CAPES
A Lei 12.015/09 passou a valer a partir de 7 de agosto de 2009 e
promoveu alterações no Código Penal e na Lei de Crimes Hediondos, com o
objetivo de tornar mais severas as sanções aos crimes de estupro e pedofilia. Os
crimes anteriormente consideradosatentado
violento ao pudor, previsto no art. 214 do CP, agora serão contemplados no art.
213, referente ao estupro. Em razão disso,estuproeatentando
violento ao pudor, que eram dois crimes autônomos com penas somadas, com a nova
lei, devem resultar na aplicação de uma única pena.
Neste
diapasão, corremos risco de as penas serem menores. Antigamente, aplicava-se o
concurso material de delitos. O sujeito que praticava de forma forçada sexo
vaginal (antigo conceito de estupro) e, depois, oral (que era atentado violento
ao pudor) podia receber seis anos por causa de cada delito. Agora, com a nova
lei, os delitos passaram a ser a mesma coisa.
O problema da nova lei é não abordar taxativamente
a ampla abrangência do atentado violento ao pudor, ou seja, o direito penal
exige o princípio da taxatividade legal, todos os dispositivos devem ser muito
precisos e claros. O artigo 213 faz menção a “constranger alguém, mediante
violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal“ ou a praticar “outro ato
libidinoso”. Um exemplo de ato libidinoso seria o beijo, poderia então um beijo
resultar uma prisão de seis anos? Esse fato não pode ser considerado tão grave
quanto à conjunção carnal, entre outros. O uso de força na relação oral ou anal
é sim comparável ao estupro, mas outros atos já não são.
O aspecto positivo dessa nova lei se
verifica ao mencionar o antigo conceito de estupro, que, do ponto de vista
legal, era a prática sexual em que ocorria penetração vaginal com uso de
violência ou grave ameaça. Esse conceito excluía da tutela jurídica os indivíduos
do gênero masculino violentados.
Em razão dos aspectos abordados, caberá
ao poder judiciário aplicar o principio da proporcionalidade e da razoabilidade
na analise de cada ilícito cometido.
Amanhã, sexta, dia 18/05/2012, eu Professora Cláudia Bonfim estarei, voluntariamente, representando o Gepes Mec, Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco, Ministério da Educação, Capes ministrando a palestra sobre "Abuso, Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes", nesta sexta-feira, dia 18/05/2012, às 14 h, na cidade de Leópolis-PR, no Clube Municipal para alunos do Ensino Fundamental, Médio, Pais e autoridades.
A aula online acontece a cada quinze dias
na segunda-feira ás 14:00 horas pelo Facebook do GEPES MEC - Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e
Sexualidade. O tema abordado na aula do dia 07 de maio de 2012, foi
o Amor. Tendo como base o texto de Alexandra Kollontai, "A Nova Mulher e a Moral Sexual" II parte, "O amor na sociedade comunista" (carta à juventude operária) que trata do “Amor como fator social”.
Contou com a participação da Professora
Doutora Cláudia Bonfim, sendo a mesma
Coordenadora do GRUPO PET-MEC, e mediadora do debate e dos integrantes do
grupo: Ana Maria Busquim, Cynthia Cezário, Eliane Marçal de Faria, Grazielli
Basso, Isabella Oyamada, Jennifer Araujo, Maria Angélica Caciola, Marissa
Caciolari Petrus Jandozo, Roger da Silva e Rovana França. Ressaltando que a
aula online é aberta a todos os usuários do Facebook que tiverem
interesse de participar , pois é uma forma de obtermos novos conhecimentos.
Introdução Referente texto e a autora:
”Alexandra Kollontai, foi uma
destacada militante revolucionária russa apresenta-se como marco da luta pela
condição social da mulher soviética. De família abastada, educada para a vida
doméstica e matrimônio, dedicou sua vida à classe trabalhadora e ao seu grande
objetivo: “a libertação da Humanidade da opressão e da exploração pela via
revolucionária”. Nascida em 1872, na Finlândia (país que fazia parte da Rússia
czarista).Entre seus escritos destaca-se certamente “A nova mulher e a moral
sexual. Vislumbramos como Kollontai um
amor que tenha como basilar o reconhecimento dos direitos recíprocos na arte de
saber respeitar, inclusive no amor, a personalidade do outro, num firme apoio
mútuo e na comunidade de aspirações coletivas. Educar sexualmente é também
educar para a capacidade para amar, qualitativamente, saudavelmente, a si, ao
outro, não de amar no sentido propriamente sexual, mas do amor no sentido mais
amplo da palavra. Um amor orgânico, baseado na mais nova e poderosa força: a
solidariedade fraterna. Um sentimento que une os indivíduos. Voltaremos em
outro momento nessa temática que merece ser aprofundada, pois o Amor enquanto
fator social tem uma importância fundamental na sociedade tanto na esfera
política, econômica, social, sexual e subjetiva! " (Profª Dra Cláudia
Bonfim)
Nesta data, as questões levantadas pela Professora
Cláudia Bonfim foram as seguintes:
1- No texto Kollontai
diferencia especialmente 4 tipos de amor? Objetivamente apenas cite quais são
eles.
2- O amor é uma invenção
social? Ele sofre a interferência da cultura?
3- Pensando nos dias de
hoje... O texto de Kollontai nos mostra que eram outros sentimentos, outras
paixões mais reais, que moviam a humanidade trabalhadora. Poderíamos com isto
entender que falta hoje à humanidade um espírito coletivo? Faltam lutas
coletivas? Nos dias de hoje esse centrar a vida no amor romântico implicaria na
mudança de sociedade e no individualismo da sociedade capitalista ? E
sucede que o amor-sentimento submete mais uma vez o amor-reprodução, visto que
nos dias de hoje ? Especialmente após a invenção das tecnologias de informação
são disseminadas novos modelos de vivência da sexualidade de outro lado
busca-se ainda também consolidar o mito do amor romântico, uma contradição
social. (ex: filmes com final feliz, os contos de fada, o mito do amor
romântico, o amor romântico sempre como o maior sentido da vida, as novelas, a
sexualidade banalizada, instintiva, quantitativa...)
4- Após ler o brilhante
texto de Kollontai e ouvir o áudio-post, creio que pudemos ampliar nossa
concepção de amor, que ao nosso ver deve ter um sentido humanizador, coletivo e
solidário em nossas vidas, peço que vocês me digam qual é o seu modelo social
de amor? Pense científica, racional e ao mesmo tempo emocionalmente. Afinal
somos esta totalidade!
ESSE MUNDO DIGITAL, TEM DIGITAIS? Uma Análise Crítica das Relações Afetivas e Sexuais na Sociedade Pós Moderna
BONFIM, Cláudia
Nos dias 19 e 20 de abril de 2012, estivemos participando do I Encontro Internacional sobre o Uso
de Tecnologias da Informação por Crianças e Adolescentes/Jovens adultos:
E.S.S.E. MUNDO DIGITAL, promovido pela Coordenação de Telemedicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCM-UERJ), realizado no Colégio dos Cirurgiões no Rio de Janeiro.
Entre os participantes do evento estavam presentes Profissionais das áreas de saúde, tecnologia da informação, comunicação,
educação, sistema de garantias de direitos, pais e demais interessados que
lidem com crianças/adolescentes usuários das TIC.
O objetivo central do encontro era apresentar temas relevantes e promover debates com a participação de
especialistas brasileiros e internacionais sobre como transformar o uso da
internet numa fonte mais segura, ética, educativa e saudável de conhecimentos,
além de uma ponte de diálogo entre as gerações.
Diversos temas foram abordados entre os quais destacamos
Tecnoestresse
e transtornos de comportamentos/dependência à internet
Cyberbullying,
sexting, grooming, abusos on line, pornografia, pedofilia e exploração sexual
O
papel da escola e da educação digital: queda ou melhora no rendimento escolar
Violência
online / Cybercrimes e Questões legais associadas ao uso da Internet
Inclusão
e exclusão digital
Redes
sociais
Direitos
humanos e segurança na internet
Ética
e valores na era digital
Apresentamos dois trabalhos que produzimos dentro do Grupo de Estudos e Pesquisas em
Educação e Sexualidade – GEPES da
Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco, financiado pelo Programa de Educação
Tutorial do Ministério de Educação (PETMEC) e pela Capes e fui acompanhada das
alunas do grupo Cintia Cezário e Isabella Oyamada que além de participarem das palestras também ficaram responsáveis juntamente comigo pela entrega de folders do Grupo para divulgação aos participantes dos trabalhos do Gepes PET MEC FDB CAPES.
Apresentamos dois trabalhos na categoria pôster, um mostrando que o uso excessivo e inadequado
pode ser negativo e promover a desumanização das relações afetivo-sexuais, mas
o outro trabalho apontando que isto é dialético, pois se soubermos
utilizar adequadamente as tecnologias de informação estas podem ser um rico
recurso educativo, e promover a formação da consciência crítica e a humanização
da vivência da sexualidade. Atualmente,
as crianças e os adolescentes vivem em dois mundos: aquele que todos nós
conhecemos o mundo real, e o mundo digital. Na busca pela autonomia e de sua
própria identidade, vão enfrentando oportunidades interessantes e surpreendentes
que aparecem, mas também perigos e riscos à saúde, à segurança, além de
questões éticas, legais e educacionais. No mundo digital todos vivem
conectados, seja pelo computador ou pelo telefone celular, com linguagem
própria e constantes mudanças de comportamento. A internet atravessou
fronteiras, dissolveu barreiras culturais, penetrou bloqueios políticos,
vaporizou diferenças sociais e cresceu mais rápido e em todas as direções,
superando expectativas e certezas tecnológicas num mundo globalizado e cada vez
mais conectado. Qualquer conhecimento ou
informação está disponível com o apertar de um botão. Usada com respeito e
cuidado, as tecnologias da informação e comunicação (TIC) podem oferecer aos
jovens uma perspectiva mais abrangente do mundo à volta. Mas existem riscos à
saúde, quando se extrapolam os limites entre o real e o virtual, entre o
público e o privado, entre a intimidade e o isolamento com a distorção dos
fatos, de dados ou das imagens “reais”. A repercussão do uso excessivo ou
inadequado destas tecnologias tem provocado efeitos no desenvolvimento de
crianças e adolescentes tanto na saúde corporal como mental e comportamental,
inclusive influenciando nos estilos de vida e nos relacionamentos sociais e
sexuais. Computadores nas escolas e universidades sem treinamento prévio dos
professores podem significar avanço ou perigo à vista, assim como nas
lan-houses ou mesmo na sala de qualquer família que nem sabe do que acontece no
dia-dia de seus filhos.
Neste post apresentamos brevemente um dos trabalhos apresentados intitulado: A
VIVÊNCIA DA SEXUALIDADE NA ERA VIRTUAL. ESSE MUNDO DIGITAL, TEM DIGITAIS? Uma
análise crítica das relações afetivas e sexuais na sociedade pós moderna
Leia abaixo e ouça nosso áudio post para acompanhar na íntegra nossas reflexões.
Após o estudo considera-se, que na era virtual o homem a sensorialidade e o erotismo perderam espaço a pornografia; o diálogo real para as mensagens digitadas ou pela webcam; diminuindo-se o convívio real, o toque, inclusive entre amigos e familiares (pais e filhos, marido e esposa, namorados) tem sido substituído por relações virtualizadas, o toque por imagens. Entendendo a sexualidade como desenvolvimento e relacionamento humano em todas as suas dimensões: familiares, afetivas, sociais e sexuais, podemos afirmar, que nesse mundo digital, as relações não são marcadas pelas digitais humanas (tato, toque, abraço, beijo, carinho, afagos, mãos, pele, olfato, cheiro, etc.).
As pessoas vivem conectadas com milhares de pessoas no mundo virtual, mas ao mesmo tempo, estão ou sentem-se completamente solitárias no seu mundo real. Até mesmo o sexo que torna-se mecanizado. Se por um lado, as tecnologias de informação, em especial a internet e as mídias e redes sociais contribuem para aproximar os que estão distantes geograficamente, inconscientemente, a forma de agir do homem pós-moderno estimulada através destas tecnologias têm levado muitas pessoas a se distanciarem dos que estão próximos; o que contribui para a desumanização das relações afetivas e sexuais e consolida uma visão reducionista de sexualidade, onde próprio ato sexual torna-se cada vez mais instintivo, mecanizado, hedonista e genitalizado. O que nos convoca para um trabalho na contramão desse viés, visando promover a humanização da sexualidade para que esta possa ser vivida de maneira plena, qualitativa, saudável, prazerosa e com responsabilidade ética, afetiva e corporal. No tocante às relações afetivas e sexuais neste mundo digital, falta literalmente, sentirmos as verdadeiras digitais."
FILHO, D. Se Eu Fosse Você. Rio de Janeiro, Brasil: Total Entertainment/Fox
Film do Brasil/Globo Filmes, 2006.104 min.
João Carlos Daniel, que utiliza o codinome profissional de Daniel Filho, nascido
em 30 de setembro de 1937, no Rio de Janeiro, é ator, diretor, produtor de
televisão e de cinema no Brasil. Entre os filmes e minisséries produzidos por
ele estão: O Primo Basílio; Sai de
Baixo; O Auto da Comparecida; As cariocas; etc...
O filme trata-se sobre gêneros, e isso é bem mostrado quando Helena e Cláudio
ao brigarem e falarem juntos ao mesmo tempo, trocam de gêneros e percebem logo quando
acordam. Cláudio (Tony Ramos) passa a ser Helena (Glória Pires) e Helena passa
a ser Cláudio, corporalmente dizendo. E assim, vão vivendo até que essa
situação seja invertida novamente voltando cada um para seu próprio corpo. O
filme é apresentado na época de hoje. Os personagens centrais são o casal:
Cláudio e Helena. Já foi lançado sua continuação com o filme “Se eu fosse você
2”.
Trata-se de uma comédia romântica, onde há uma troca de gêneros (corpos)
entre os personagens centrais. O filme é baseado em fatos reais no tocante à
análise das relações afetivas e sexuais. É uma comédia. Não é fruto de um
livro.
Conclui-se que não é fácil ser nem homem, nem mulher, cada um tem suas
características biológicas, e os papéis de gênero são influenciados pela
cultura, em cada época e sociedade. O filme nos ajuda a penar sobre a necessidade de se respeitar essas
diferenças do outro, mas também nos ajuda a pensar sobre como algumas
diferenças de gênero criadas pela sociedade podem ser negativas na relação e na
construção de nossa identidade, limitando as potencialidades especialmente da
mulher, mas também do homem.
O filme é uma comédia romântica que tem uma mensagem bem clara, de fácil
entendimento e atrativo, o que facilita que seja utilizado no trabalho de
educação sexual com adolescentes e jovens, podendo ser utilizado pedagogicamente
de maneira crítica, pois também há questões apresentadas no filme que precisam ser desconstruídas e superadas.
Indico esse filme a todos os
públicos, é um filme muito divertido. É para crianças acima de 10 anos. Pode
ser utilizado tanto no curso de Pedagogia como no curso de Educação Física,
porque ambos estão na área da educação e para todos aqueles que queiram
entender as questões de gênero. Claro que, o filme por si só não esgota nem dá
conta da temática, mas nos ajuda a começar a pensar de maneira lúdica sobre
estas problemáticas e preconceitos de
gênero construídos socialmente
FILHO, D. Se Eu Fosse Você. Rio de Janeiro, Brasil: Total Entertainment/Fox
Film do Brasil/Globo Filmes, 2006.104 min.
.
João Carlos Daniel, Mais conhecido como Daniel Filho, nasceu em 30 de
setembro de 1937 na cidade do Rio de janeiro . É ator, diretor, produtor de
televisão e cinema brasileiro. Alguns filmes e minisséries que ele produziu: O
primo Basílio; Sai de Baixo; Alto da comparecida; As cariocas, etc.
O filme conta sobre a vida a há dois de um casal, que mesmo amando-se brigam o tempo todo , até que um dia por um
fenômeno inexplicável eles trocam de corpos. A história se passa no Rio de
Janeiro, no ano 2006. O casal é protagonizado por Gloria Pires (Helena) e Tony
Ramos (Cláudio). Esse filme virou uma série e já saiu sua continuação: Se eu
fosse você 2.
A obra baseia-se na vida real de um casal de classe média carioca, com um
pouco de fixação, a comédia ganha mais espaço quando há troca de corpos, onde
cada personagem aprende ser o outro corporal e socialmente. O filme nos ajuda a analisar a importância de
entender sexo oposto, compreendendo criticamente suas diferenças biológicas e
culturais. Aprender a respeitar um ao
outro, superando a visão de que o homem é melhor que a mulher e vise-versa. Considerando que, as diferenças biológicas e culturais existem, mas não justificam qualquer forma de desigualdade.
A obra é de fácil entendimento, uma mistura de fixação e comédia muito
interessante, proporciona altas risadas, além de nos fazer pensar nas
dificuldades de um relacionamento e compreender as diferenças dos gêneros estabelecidas
socialmente. Oferece a possiblidade de trabalhar pedagogicamente com alunos preconceitos, diferenças entre os gêneros, comportamentos de
homem e mulher, a pensar sobre como
lidar com o amor e sobre a identidade de gênero.
A obra é designada a toda população, não
havendo um público especifico, apenas que classificação indicativa da obra é inadequada
para menores de 10 anos, por conter em algumas partes do filme uma linguagem
depreciativa.
Conte pra alguém é uma campanha de saúde cujo principal objetivo é informar e conscientizar a população sobre a necessidade de prevenção e as conseqüências das doenças relacionadas à infecção pelo HPV (papilomavírus humano), um vírus comum que afeta tanto homens quanto mulheres, e que é uma das principais causas de câncer de colo do útero.
Então vamos espalhar esta idéia? Eu Cláudia Bonfim conto para você e você se compromete a contar para mais alguém, conto com você ok?
Acompanhe o post na versão textual ou na versão em áudio abaixo e conte para mais alguém.
Embora pouco conhecido pela população brasileira, o Papilomavirus Humano (HPV) se destaca como uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no mundo - uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus. O Ministério da Saúde registra a cada ano 137 mil novos casos no país. Os especialistas chamam a atenção para o desenvolvimento da doença, responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero. O Brasil lamentavelmente é um dos líderes mundiais em incidência de HPV. As vítimas preferenciais são mulheres entre 15 e 25 anos, embora a doença também acometa os homens. Especialistas acreditam que o número menor de registros entre pessoas do sexo masculino tenha como origem a baixa procura dos homens por serviços de urologia, por fatores como o preconceito ou a falta de informação.
O HPV inclui um grupo de mais de 100 tipos de vírus. A única forma visível da doença provocada por esse microorganismo são verrugas, também conhecidas como "crista de galo", que aparecem nas regiões genitais de homens e mulheres. No entanto, só os tipos mais suaves do HPV desenvolvem tais sintomas. O que mostra a importância dos exames preventivos que têm a capacidade de detectar as lesões que antecedem o câncer, o que facilita o tratamento. Para evitar que a contaminação pelo HPV se transforme em câncer, é fundamental que as mulheres se submetam ao exame Papanicolaou regularmente. O Ministério da Saúde também recomenda visitas freqüentes a ginecologistas, para prevenção de doenças relacionadas à sexualidade e à reprodução. Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolvimento desse câncer em mulheres infectadas pelo HPV. Entre eles, estão o número elevado de gestações, o uso de contraceptivos orais, tabagismo e infecção pelo HIV e outras DST.Se a alteração nos genitais for discreta, será percebida apenas através de exames específicos. Se forem mais graves, as células infectadas pelo vírus podem perder os controles naturais sobre o processo de multiplicação, invadir os tecidos vizinhos e formar um tumor maligno como o câncer do colo do útero e do pênis.
O HPV é transmitido pelo contato genital com a pessoa infectada (incluindo sexo oral) e por via sangüínea, de mãe para filho na hora do parto. Na maioria das vezes, a infecção é transitória e desaparece sem deixar vestígios. Por isso, quando se realiza o diagnóstico, não se consegue saber se a infecção é recente ou antiga.
Vale ressaltar que o uso da camisinha diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual. "Mas como essa infecção depende apenas do contato com a pele e não necessariamente da penetração, é importante o uso do preservativo desde o início da relação sexual".
Outro tipo de câncer que pode ser causado pelo HPV é o câncer bucal, a atriz Caroline Bittencourt é a madrinha da iniciativa da Campanha Nacional do Autoexame contra o Câncer de Boca “Sorria para si mesmo". Segundo a assessoria da campanha, este é o 5º tipo mais comum de câncer entre os homens, causado principalmente pelo cigarro, álcool e o vírus HPV. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2010 foram14.120 novos casos, dos quais 10.330 em homens e 3.790 em mulheres.
Fique atento! E fixe esta informação!
Tratamento
O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que estava infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, o tratamento pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional em casos de câncer instalado.
Recomendações
* Lembre-se que o uso do preservativo é medida indispensável de saúde e higiene não só contra a infecção pelo HPV, mas como prevenção para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis;
* Saiba que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
* Vida sexual mais livre e multiplicidade de parceiros implicam eventuais riscos que exigem maiores cuidados preventivos;
* Informe seu parceiro/a se o resultado de seu exame para HPV for positivo. Ambos precisam de tratamento;
* Parto normal não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões genitais em atividade;
* Consulte regularmente o ginecologista e faça os exames prescritos a partir do início da vida sexual. Não se descuide. Diagnóstico e tratamento precoce sempre contam pontos a favor do paciente.
Serviço:
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece exames gratuitos à população para detecção do vírus. Além do HPV, o SUS garante tratamento contra aids, sífilis, gonorréia e outras DST.
Para saber onde fazer o exame visite o site:www.aids.gov.br. Basta clicar em "diagnóstico", "outras DST", "como saber se tenho"; procure o estado e clique em "pesquisar". O usuário encontrará uma lista com a localização dos postos de saúde especializados no tratamento de DST.
Você também pode ter acesso a informações pelo número do Disque Saúde (0800 61 1997). A ligação é gratuita.
Hoje o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade - Gepes PET MEC FDB CAPESfez uso da ferramenta do Facebook para sua primeira reunião aberta do Grupo online. O texto que estudado e debatido hoje intitula-se: "Meninos e meninas: Expectativas corporais e implicações na educação física escolar" de . Foi uma primeira experiência do grupo, a ser lapidada e ampliada. É o Gepes PET MEC FDB CAPES, fazendo história e democratizando o acesso ao conhecimento, visando enriquecer o debate e promover a consciência crítica. Cumprindo assim também com o seu papel de multiplicadores do conhecimento adquirido. Precisamos aprender a utilizar as tecnologias de informação a nosso favor, como forma de contribuir como nos aponta o mestre Saviani para a "passagem do senso comum à consciência filosófica". Valeu meus amados Petianos e Petianas, foi bonita de se ver a participação de vocês!
Profª Dra Cláudia Bonfim
Depoimentos do grupo:
Rovana França de Oliveira, pedagogia:
A aula online é muito importante para integração do grupo, pois através dela podemos perceber quais são as ideias do grupo e descobrir novas experiências. É um meio que podemos debater diversos assuntos e expor a nossa própria opinião, essa aula contribuiu também para que nós possamos desenvolver o hábito da leitura e a interpretação que é essencial.Concluindo a ferramenta que é utilizada para a aula o site FACEBOOK é importante para expandir o trabalho do grupo, conscientizar e passar um pouco mais de informações para as pessoas a respeito da sexualidade.
Maria Angélica Caciola, pedagogia:
As aulas online são muito interessante, uma vez que nós integrantes do grupo temos maior facilidade para escrever e descrever nossas idéias sobre determinado assunto. É muito importante também porque pessoas de fora podem participar onde o grupo vai se se expandindo cada vez mais, fazendo com que outras pessoas tenham conhecimento dos nossos trabalhos e de nossas ideias.
Graziélle Cristina Basso, pedagogia:
A aula online se realiza através da ferramenta facebook, é uma exelente forma de expandir os nossos estudos pois, permite que pessoas que não são integrantes do Grupo de Estudos visualizem e participem conosco dos debates. E também é um ótimo meio de integração do grupo, trocando idéias e expondo as suas opiniões.
Isabella Natsumi Oyamada, direito:
As aulas virtuais do GEPES (Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação e Sexualidade) tem função de grande importância, promovendo a integração do grupo. A atividade, realizada na segunda-feira, é baseada na leitura de textos relacionados à Educação e Sexualidade. Além da coordenadora Pra. Dra. Cláudia Bonfim e dos Petianos, também são convidados os membros do facebook que estiverem interessados. Na minha opinião tem sido uma experiência fantástica e inovadora, pois possibilita a absorção, através da leitura, dos questionamentos e do debate, de um conhecimento verdadeiro do texto. Viabiliza o uso da internet não só como lazer (redes sociais, bate-papo, jogos e etc), mas como uma ferramenta de estudos e pesquisa. Nesse diapasão, a atividade além de ser de grande utilidade para os membros do GEPES, também podem ser um bom exemplo para crianças e adolescentes.
O Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade - GEPES PET MEC FDB CAPES da Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco, sob a coordenação da tutora Profª Dra Cláudia Bonfim, organizou a palestra intitulada: “Questões Teóricas e a Prática da Pedagogia História Crítica” ministrada pelo Prof. Dr. Dermeval Saviani (um dos educadores mais respeitados da atualidade, professor emérito da UNICAMP e Pesquisador Emérito do CNPq), o público alvo foram docentes e acadêmicos da IES e externos, de Cornélio Procópio e região, que realizou-se no Centro Cultural de Cornélio Procópio- PR, das 14:00 às 17:00 h Contando com a participação de 350 educadores.
O GEPES só tem a dizer obrigada Prof. Dr. Dermeval Saviani, que sua simplicidade e sabedoria muito nos alegrou e honrou com sua presença!
Abaixo alguns flashes do evento!
BREVE POSTAREMOS AS FOTOS DA SESSÃO DE AUTÓGRAFOS DA PALESTRA. AGUARDEM!